Por que a corrida entrou na minha vida?

BeFunky DesignDiariamente tenho feito essa pergunta a mim mesma e a resposta não é sempre padrão, porém alguns fatores são sempre os mesmos, outros acabam mudando e alguns novos vão surgindo com o passar do tempo. Existe um conglomerado de fatos que me levam a montar uma resposta complexa, porém há tempos tenho tentado documentar essa pergunta que várias pessoas já me fizeram e que sempre acabo respondendo de maneiras diferentes, sempre acabo contando histórias diferentes (são todas verdade, tá?) e de uma forma ou de outra, acabam sempre levando a um mesmo denominador comum.

Quem me conhece sabe que eu pratico Jiu-Jitsu há quase quatro anos, mas nem sempre foi da maneira como é hoje. É um atividade que me proporciona muita felicidade, prazer, ajuda a manter a boa forma, disciplina e educa. Hoje. O início foi bem difícil, um pouco traumático eu diria mas que foi o estopim para que eu perdesse muito peso. Quando comecei, pesava 103 quilos, hoje quase quatro anos depois, estou no meu peso ideal. Mas o foco aqui não é o Jiu Jitsu, deixo essa história pra contar em um outro post. Porém o Jiu Jitsu foi um dos fatores determinantes para que a corrida entrasse na minha vida.

Meu marido, que sempre esteve e está muito presente em tudo o que eu faço/decido na minha vida já dava suas passadas há algum tempo e havia conseguido um resultado muito bom na perda de peso e isso me motivou, digo que, a primeira grande influência da corrida foi o exemplo dele. Inspirada por ele, eu decidi que queria correr também para perder peso, e quando comecei, sinceramente achei um saco.

Doeu, me irritou, me chateou, odiei correr. Também… Gordinha com noventa quilos nada era fácil.

Nessa época eu treinava Jiu Jitsu (olha ele aqui de novo, falei que era uma história pra outro capítulo, mas ele sempre vai aparecer). Treinava praticamente cinco dias por semana, e essa época me lembro que eu estava muito perto de ser graduada faixa azul no Jiu Jitsu de competição, eu precisava me condicionar mais para os meus rólas (chamamos de róla a parte do treino onde lutamos com os companheiros de equipe). Eu quase nunca aguentava fazer mais de três rólas por treino, e como já tinha começado a correr, fui percebendo que a corrida me proporcionava um condicionamento sensacional para a hora do róla. A partir daí, eram quatro, cinco, seis, sete rólas por treino. Estava ganhando confiança para os meus treinos através da corrida. Achei isso sensacional, mas ainda doía, me chateava porque não gostava de correr.

Seminário Rener Gracie ❤

Até que um dia, aconteceu de eu me desligar da equipe (para de aparecer aqui Jiu Jitsu! rsrs) e eu não tive mais a oportunidade de treinar três, cinco vezes por semana, eu fiquei parada uns dois meses no Jiu Jitsu. Para não ficar parada, resolvi dar minhas corridinhas três vezes por semana, sem acompanhamento profissional nenhum, me desafiava sempre. “Hoje vou tentar correr cinco quilômetros, semana que vem tento sete…” e assim por diante fui treinando sozinha, até que voltei a fazer Jiu Jitsu uma vez por semana (apenas aos sábados) pois a academia perfeita que eu tanto busquei depois de ter saído da anterior ficava a no mínimo quarenta e cinco quilômetros de distância da minha casa. Mas isso não foi desculpa para que eu desistisse do Jiu Jitsu.

Com isso, eu passei a fazer meus treininhos/desafio três vezes por semana para cobrir o buraco que o Jiu Jitsu havia deixado durante a minha semana. Nessa época eu já estava ativa, fora da zona de conforto com exercício físico. Comecei então a disputar minhas provinhas de rua, de 5km e daí em diante, a corrida nunca mais saiu do meu dia a dia.

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Primeiros 15k

De um tempo pra cá eu conheci uma assessoria esportiva (a 4any1), comecei a fazer treinamento funcional e também por orientação do meu ortopedista (descobri uma artrose no joelho esquerdo), precisava fortalecer os membros inferiores por conta disso se não quisesse parar de correr (nessa altura eu descobri que não conseguiria mais me livrar da corrida) então comecei a treinar direitinho com acompanhamento profisional do meu professor Eduardo Barbosa como manda a cartilha. Daí em diante foi só sucesso!

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Galera do funcional Cross 4 Anybody da 4any1

Então, o Jiu Jitsu me ajudou a descobrir um amor por um outro esporte, a corrida, que me trouxe novos amigos, condicionamento físico muito bom, (mais) disciplina, coragem e uma auto confiança incrível. Além de estar me deixando com um corpo muito mais bonito por consequência, mas esse é o menor dos detalhes. Digo que a corrida veio preencher o vazio semanal que o Jiu Jitsu me deixou, mas o vazio que a corrida me deixa no sábado o Jiu Jitsu completa sempre! ❤

Tente, descubra novas atividades, invista em você. Se você não arriscar, nunca irá vivenciar experiências novas e nunca irá descobrir se gosta ou não de uma coisa.

Até o próximo post! ❤

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2 comentários sobre “Por que a corrida entrou na minha vida?

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