Atingir metas, e depois?

IMG_20150731_213907Tenho pensado em muitas coisas desde que atingi o objetivo do meu peso ideal. Mas e aí?
Atingi a meta, e agora, pronto? Acabou? Simples assim? Não! Ter atingido a minha meta de peso ideal, estranhamente me transformou em alguém que  realmente acredita no próprio potencial. Não existe meta atingida sem esforço, trabalho  duro, dedicação e abdicação de alguns caprichos pessoais.
Sinceramente eu nunca tinha pensado em correr 10km, e muito menos nunca me imaginei pesando 62 quilos. Atingir os 62 quilos e ter conseguido conquistar a distância de 10km em um espaço de tempo relativamente pequeno para mim, foi uma grande conquista. E eu digo que, emagrecer 40 quilos em três anos para muita gente parece muito pouco, pois existem relatos de muitas pessoas que emagreceram essa quantia de peso em 1 ano, até menos. Mas eu me pergunto, e a saúde? Ficou como?

Separo essa conquista em dois grandes blocos e vou escrever neste texto sobre os dois:  Mudança de Hábitos Alimentares e Mudança de Hábitos Físicos.

Mudança de Hábitos Alimentares

Eu nunca sonhei em ter um corpo perfeito. Eu sempre havia sonhado em perder peso. Afinal  como 103 quilos, e 1,59m de altura qualquer esforço era difícil. Porém o hábito de comer pelo menos 1 quilo de comida em um restaurante self-service no horário do almoço, no início para mim era super normal, mas com o tempo vieram os comentários maldosos dos “amigos”, vieram as piadinhas, e sempre era comparada aos homens comendo, por uma quantidade tão grande de comida que consumia. Começar a mudar os hábitos alimentares realmente foi muito difícil. Antes de conhecer a Dieta Gracie eu resolvi mudar os hábitos por conta, comer menos, aprender a escolher melhor o alimento que colocava no meu prato, e assim foram 3 meses tentando colocar no prato arroz integral, salada, filé de frango e o mais importante, tentar moderar as quantidades de alimentos.
Acho que o mais difícil não foi mudar os hábitos. As piadas que ouvia, os comentários  maldosos e xingamentos de gorda eram muito piores, e, sinceramente não valia a pena comer  tanto, para ser humilhada, ser comparada à pessoas do sexo masculino pela quantidade de  comida que eu consumia. Eu comecei a ficar com vergonha. E assim que minha alimentação foi  mudando, trocando frituras por alimentos integrais, os alimentos rico em gorduras por alimentos com mais proteínas e fibras, e ao longo desses quase quatro anos, eu mudei radicalmente a minha alimentação, mas não foi tudo de uma hora para a outra.
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Foi gradualmente. Fui retirando todos os alimentos que faziam mal, engordavam, que não  acrescentavam valor nutricional nenhum como sucos industrializados, refrigerantes, gorduras saturadas, alimentos ricos em gorduras, bebidas alcóolicas e agora aos poucos, estou retirando a lactose da minha rotina alimentar pois me descobri intolerante. Retirando alimentos aos poucos vai causando uma certa sensação de mal estar, quando você volta a comer muito alguma coisa que você consumia regularmente, o organismo começa a reagir de diversas formas. E eu hoje, quando consumo queijo em uma quantidade maior, entro em crise alérgica. Para evitar ficar me entupindo de remédios, corticóides, eu prefiro evitar o  consumo do que ter que mandar remédio pra dentro.
Hoje em dia também não consumo nenhum tipo de carne. Vermelha, branca, nada. Após ler o livro da Dieta Gracie pelo menos 3 vezes e testar a redução no consumo destes alimentos, comecei a me sentir muito melhor. A digestão dos alimentos que consumia era muito mais rápida, comecei a me sentir mais leve e muito mais disposta sem consumir carne, frango ou peixe. Sem contar que a pele fica mais bonita, saudável, o sistema respiratório funciona muito melhor, dormir é muito melhor quando fazemos uma refeição leve à base de frutas ou legumes e verduras.
Mas eu sempre digo que isso foi uma decisão pessoal, se alguém me pergunta o porquê, a resposta é sempre essa acima, dentre outros fatores pessoais, mas que não vêm ao caso pois não tem a ver com saúde.

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Mudança de Hábitos Físicos

Levantar do sofá sempre foi muito difícil pra mim. Além de preguiça, depois de uma certa idade praticar esportes com 103 quilos para mim não era uma opção. Mas, após começar a ser alvo de piadas, “Ah, tem que ser a gorda mesmo!”, ou fatos bizarros que sempre aconteciam comigo como cair descendo os degraus a desembarcar de ônibus, tropeçar e virar o pé andando na rua me encorajaram a dar um basta na situação.
Nunca gostei de academia, pois sempre recebia aqueles olhares “tortos” do pessoal maromba na academia quando precisava utilizar algum aparelho, do tipo: “Sai daqui gorda, aqui é para malhar o músculo, não gordura!”, e sempre odiei mesmo academias de musculação e ginástica porque sempre tinha alguém pra te olhar feio e julgar. Foi aí que decidi fazer uma aula de Jiu-Jitsu de competição. E com três meses frequentando as aulas, eu conheci a Dieta Gracie, e foi só associar as combinações propostas pela Dieta com os costumes mais saudáveis que eu já estava adotando, como contei anteriormente!
Após emagrecer 10 quilos já estava me sentindo super magrinha, e o Jiu-Jitsu me ajudava muito com o condicionamento físico. Incentivada pelo meu marido que já praticava suas passadas, eu decidi correr também, foi difícil no início, não conseguia correr dois minutos diretos, mas, insisti, persisti, comecei a participar de corridas de rua, conheci pessoas incríveis que sempre me incentivaram a não desistir da corrida, (porque correr pra mim era um saco, odiava, mas, o resultado vinha muito rápido). A parceiria Jiu-Jitsu mais corrida de rua é perfeita. Eu emagreci muito com isso, a Dieta Gracie foi fundamental para que eu me permitisse ter saúde enquanto me desafiava cada dia mais e mais com corridas mais longas. Hoje estou me preparando para minha primeira prova de 15km, que será em Setembro. O Jiu-Jitsu e a corrida ganharam mais dois aliados: Treinamento funcional e treinamento de corrida com acompanhamento deum profissional de educação física. O eduardo Barbosa está me ajudando com mais esse desafio. Me tornar uma corredora!
Foi difícil levantar do sofá e me exercitar. Hoje minha rotina de atividades me permite descansar aos domingos. Seis dias por semana eu me exercito, e estou estudando colocar mais alguma coisa aos domingos, pois me sinto culpada de não fazer nada. Mas é questão de hábito. Você pode escrever hábitos ruins, e estes são mais fáceis de construir do que os bons hábitos. Só depende de cada um de nós. Nós podemos fazer o bem, mas também podemos fazer o mal, a escolha cabe única e exclusivamente de cada um de nós. Tudo em nossa vida é feito de escolhas. Eu escolhi deixar de ser o foco do Bullying no ambiente de trabalho, no antigo círculo de “amizades”, pois, além de ganhar saúde, disposição e novos amigos, eliminei todos os quilos extras, inclusive pessoas que se diziam amigas, mas que na verdade não passavam de um peso morto na minha vida.
Comer bem, se exercitar te fará bem, te fará viver mais e melhor.
Uma vida desregrada, com vícios e hábitos ruins não poderão fazer o mesmo por você. A opção é única e exclusivamente sua. As ferramentas para mudar estão aí, esperando você!

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